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Sindilojas Porto Alegre renova parceria com Sebrae-RS para a realização da FBV até 2028

Divulgação FBV – Daterra

Anúncio foi feito na noite desta quarta-feira (20), durante a abertura oficial da Feira Brasileira do Varejo. A próxima edição será realizada entre os dias 23 e 25 de junho de 2027, no Centro de Eventos Fiergs, em Porto Alegre.

A abertura oficial da Feira Brasileira do Varejo (FBV), realizada na noite desta quarta-feira (20), no Centro de Eventos Fiergs, em Porto Alegre, teve como ponto alto a assinatura do protocolo de renovação da parceria entre o Sindilojas Porto Alegre e o Sebrae-RS para a realização da FBV até 2028. Na ocasião também foi feito o anúncio da data da edição de 2027, que será realizada entre os dias 23 e 25 de junho, no Centro de Eventos Fiergs, em Porto Alegre.

O início da cerimônia foi abrilhantado pela apresentação do Grupo Tholl, de Pelotas. O presidente do Sindilojas Porto Alegre, Arcione Piva, destacou que “a FBV foi construída para o varejo real. Para quem empreende todos os dias, independentemente do tamanho do seu negócio”. Piva também ressaltou os números da edição de 2025. “Foi uma edição histórica, pois registramos mais de R$ 53 milhões em negócios gerados, com crescimento superior a 140% em relação ao ano anterior, com mais de 10 mil visitantes qualificados e 98% de aprovação do público”.

O presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac, Luiz Carlos Bohn, salientou que “o varejo é um dos setores mais dinâmicos da economia. É nele que as mudanças acontecem primeiro, principalmente no comportamento do consumidor, na tecnologia, na competitividade e na forma de empreender”.

O gerente de Competitividade Setorial do Sebrae, Fábio Krieger, ressaltou que “o Rio Grande do Sul possui diversas entidades trabalhando em conjunto e isso proporciona a criação de uma bolha de excelência. É muito importante trabalharmos em conjunto”. O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, gravou um depoimento em vídeo no qual enfatizou “que as vendas do comércio varejista no Brasil, em 2025, tiveram um crescimento de 1,6%”. Ele também lembrou da importância da FBV com um papel estratégico para o varejo nacional.

O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, pontuou que “o varejo é a ligação entre quem produz e o povo. O varejo é um setor que gera emprego e renda”. Compartilhando do mesmo pensamento, o vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, destacou que “o varejo no RS cresceu, em 2024, 9% e, em 2025, 2,5%”, lembrando que esta redução ocorreu devido às enchentes de 2024. Souza ainda agradeceu ao presidente do Sistema Fecomércio-RS por ter patrocinado, em 2024, com as enchentes, as chamadas Cidades Provisórias em Canoas e Porto Alegre. “O Luiz Carlos não é “bom”, é ótimo”, fazendo uma alusão ao sobrenome do presidente.

Fabiano Zortéa defende a importância do vínculo nas vendas

O futuro das vendas passa menos pelo produto e mais pelas conexões humanas. Essa foi a principal reflexão apresentada pelo coordenador estadual de varejo do Sebrae-RS, Fabiano Zortéa, durante a palestra inaugural do Palco de Negócios.

No início da apresentação, Zortéa provocou o público com uma pergunta central: “O que a sua marca representa que vai além do produto?”. Segundo ele, essa resposta pode definir o sucesso dos negócios em um cenário marcado por profundas transformações sociais e comportamentais. Ao abordar o contexto atual da sociedade, o palestrante destacou um paradoxo contemporâneo: a hiperconexão digital acompanhada pela desconexão física. “Em um mundo onde aplicativos substituem interações cotidianas e relações de proximidade, cresce o sentimento de solidão”, salientou.

Para ilustrar esse cenário, Zortéa lembrou que uma em cada seis pessoas afirma estar vivendo de forma solitária, enquanto grande parte da geração Z relata dificuldades para se desconectar das redes e aplicativos. “Quanto mais queríamos ser os Jetsons, agora mais queremos ser os Flintstones”, comparou, ao refletir sobre o desejo crescente por relações mais humanas e presenciais.

Segundo ele, a construção de vínculos exige desaceleração. “Ninguém cria vínculos na correria”, afirmou. Nesse contexto, destacou a importância da escuta qualificada e da curiosidade genuína no relacionamento com o consumidor. “Quem faz perguntas melhores se torna inesquecível”, pontuou. Zortéa ressaltou que o comportamento de compra é muito mais emocional do que racional. Segundo ele, 95% das decisões de compra são emocionais, o que exige das empresas uma mudança de mentalidade: menos foco exclusivo no produto e mais atenção às necessidades reais do consumidor. “Apaixone-se pelo seu cliente, não pelo seu produto”, recomendou.

Outro dado apresentado reforça a relevância do varejo físico mesmo em tempos digitais. Oito em cada dez compras online envolvem algum ponto de contato presencial com a marca, mostrando que a experiência física continua sendo decisiva na jornada do consumidor. Uma das frases de maior impacto da palestra sintetizou essa perspectiva: “O vendedor deve ouvir os clientes com os olhos”, destacando a necessidade de atenção aos sinais, comportamentos e emoções dos consumidores.

Ao falar sobre inovação, Zortéa destacou que “novos comportamentos geram novos mercados”. Como exemplo, mencionou soluções criadas a partir das mudanças urbanas e de estilo de vida, como bicicletas dobráveis desenvolvidas para pessoas que vivem em apartamentos menores. Para ele, inovar exige compreender as dores e os valores de cada localidade, além de saber trabalhar com simplicidade. “Simplicidade é a complexidade bem resolvida”, ressaltou. No debate sobre digitalização, Zortéa reforçou que a tecnologia deve funcionar como infraestrutura para fortalecer vínculos e não para eliminá-los. Um dos exemplos apresentados mostra que 77% dos consumidores ficam frustrados quando não conseguem falar com uma pessoa após interagir com sistemas automatizados. “Pessoas seguem pessoas. Depois seguem marcas”, resumiu.

Zortéa ressaltou que “o aumento do tempo de permanência dos clientes nos estabelecimentos impacta diretamente nas vendas. É importante ter ambientes pensados para gerar conexão e reconhecimento individual”. Um dado apresentado aponta que 86% dos consumidores estão dispostos a pagar mais quando se sentem reconhecidos como indivíduos. Diante deste contexto, antecipar desejos e criar relações profundas passa, segundo ele, por gestos simples, mas genuínos.

Chico Felitti enaltece a construção de discursos mais humanos para as redes sociais 

Um dos principais nomes do jornalismo narrativo brasileiro e criador de alguns dos podcasts mais ouvidos do país, Chico Felitti, conduziu, no Palco de Negócios, a palestra “Brasil que conversa: narrativas reais, escuta e confiança para marcas no novo varejo”.

Felitti atuou por dez anos como jornalista da Folha de São Paulo e ficou conhecido por sua habilidade de transformar histórias reais em narrativas envolventes. Em 2022, ganhou projeção nacional com o podcast A Mulher da Casa Abandonada, consolidando-se como um dos podcasters mais ouvidos do Brasil. Seu trabalho é marcado por uma abordagem investigativa e humanizada, que explora as complexidades da sociedade contemporânea por meio de histórias reais.

Durante a palestra, o jornalista falou sobre como sua trajetória profissional também passou a se conectar com sua própria imagem pública. Segundo ele, a viralização do podcast fez com que deixasse de ser apenas um contador das histórias dos outros para também compartilhar sua própria narrativa nas redes sociais, nas quais conta com mais de 400 mil seguidores. “As pessoas estão interessadas no que pessoas falam na internet e não no que marcas dizem. Isso abre espaço para que indivíduos virem marcas”, ressaltou. A fala reforçou a busca do público por narrativas autênticas e conteúdos reais. “A gente gosta de gente e de histórias”, destacou Felitti ao abordar os elementos que despertam atenção e geram conexão em meio ao excesso de informações e conteúdos nas redes.

Por fim, o jornalista abriu espaço para que pessoas da plateia compartilhassem suas histórias e discutissem formas de se conectar com seus públicos por meio das redes sociais, aproximando os participantes dos temas abordados durante a palestra.

Ian Coutinho mostra como transformar vendedores em creators 

Ian Coutinho, CMO da Hero Seguros e criador do programa Somos Todos Vendedores (STV), trouxe ao palco Marketing e Negócios o painel “Creator a gente faz em casa: como transformar colaboradores em influenciadores”, com o case STV, que transforma vendedores em creators.

Com o STV, Coutinho apresentou como as empresas podem transformar colaboradores em criadores de conteúdos, fortalecendo marca, conexão e influência de forma orgânica, sempre com incentivos para continuar a criação de conteúdo. Durante a palestra, Coutinho questionou o público. “Em quem pensamos quando falamos de influenciador? Qual o tipo de perfil?” E acrescentou. “Influenciador é um tipo de vendedor.” Com o projeto “Somos Todos Vendedores”, criado na Reserva, marca brasileira de moda e estilo de vida, o programa tornou-se referência no varejo  como plataforma de educação, conteúdo e venda, potencializada por inteligência artificial.

Durante o painel, Coutinho trouxe três pontos chaves de produção de conteúdo, que se conectam com as pessoas. O primeiro deles são os bastidores, com vídeos mostrando a rotina e o dia a dia. O segundo traz a regionalidade, pela qual consumir um conteúdo com o sotaque local chama a atenção do espectador, e o último trata-se do infotenimento, no qual o consumidor vê o vídeo e lembra dele depois, em algum momento específico, já que aquele conteúdo ficou na memória.

Coutinho também destacou que as buscas no Google já não bastam mais. “É preciso estar nas redes sociais, criando conteúdo. Hoje, o TikTok é um buscador, e o maior concorrente do vendedor é a IA.” Ainda, destacou. “A melhor estratégia para tornar o seu negócio irrelevante, é não criar conteúdo.”

Ao mostrar exemplos de vendedores creators de sucesso que surgiram com o STV, Coutinho destacou quatro pilares de engajamento para o vendedor. O primeiro, incentivo, com pagamentos e uma notificação criada para enviar diretamente ao vendedor quando o seu cupom foi usado e o tipo de venda feita, incentivando o vendedor a continuar. A capacitação, a partir da criação do Rê, um bot de WhatsApp, do Radar#stv, um Instagram de treinamentos, do Portal Fenomenow, considerada uma Netflix de vendas e o Rê GPT, um agente de IA para auxiliar o  vendedor, e não substituir ele. “O nível de lançamento desses projetos para vendedores é o mesmo que é feito para os clientes.”

Dentre os pilares, o CMO destacou o reconhecimento, com uma criação de premiação para o creator do ano, pessoa que mais criou conteúdos durante o ano, além de escolher os melhores conteúdos criados mensalmente, dando incentivos financeiros, reconhecimento e valorização. Por fim, a gamificação, com a criação de uma competição com benefícios, uma espécie de ciclo virtuoso, criando uma fábrica de creators a partir desses pilares. “É preciso comunicar e educar os times”, afirmou Coutinho.

SAP defende fator humano como diferencial na conquista do cliente

A IA está em todas as partes, os resultados não. Com esta frase o diretor de varejo da SAP, Elia Chatah, iniciou sua apresentação no painel que teve como tema “SAP – O próximo nível do varejo começa agora – Da estratégia à execução com inteligência artificial” e contou também com a participação da especialista de Soluções Sênior da empresa, Camila Nasser.

Chatah destacou que “a parte mais difícil do varejo é atrair a atenção do cliente e a mais importante é ter a confiança do cliente”. O diretor ressaltou a importância dos 4 Cs da Confiança – Consistência, Contextualização, Cuidado e Clareza. “A confiança deve ser usada como estratégia, pois o fator humano se tornará um diferencial fundamental na conquista do cliente”, salientou.

Em relação ao Comércio Agêntico – conceito no qual agentes de IA são utilizados para otimizar processos de comércio – Chatah ressaltou “que estes agentes podem executar cenários de IA complexos ao raciocinar interativamente e interagir com o seu ambiente para alcançar determinado objetivo”. Ele comparou as ações atuais do consumidor e suas atitudes anteriores. “Antes o consumidor buscava o produto na internet por palavra-chave, agora, ele descreve problemas e contextos em conversas naturais, sendo que a IA sintetiza as melhores respostas. Em um mundo agêntico, o maior risco não é perder para a concorrência, é se tornar invisível para os algoritmos”.

Para Camila Nasser, no mundo da SAP (Sistemas Aplicativos e Processamento de Dados) existem três componentes relevantes: IA, dados e Apps. Ela apresentou um vídeo sobre o Joule – assistente de IA generativa da SAP – focado em negócios e operações corporativas. O Joule atua como um copiloto para automatizar processos, unificar sistemas e gerar insights em áreas como varejo, finanças, cadeia de suprimentos e vendas. Camila acredita em três ações imediatas: como utilizar a IA para se preparar; enriquecer o seu catálogo e testar a conversa no próprio site.

Ao final do painel, os palestrantes colocaram uma frase que instigou o público a refletir. “O futuro do varejo não é a substituição do humano pela máquina e, sim, a colaboração inteligente entre pessoas, marcas e agentes confiáveis. A tecnologia aumenta a escala, sem jamais corroer a emoção que constrói uma marca”.

Otelmo Drebes Jr ressignifica o papel da loja física para o futuro do varejo

Na palestra “Varejo 5.0: o novo papel da loja física no centro do jogo”, Otelmo Drebes Jr, sócio das Lojas Lebes, trouxe ao Palco Pequenos Gigantes uma perspectiva otimista sobre o contexto atual do varejo. O empresário defendeu que o local deixou de ser apenas um ponto de venda para se tornar um espaço de experiência, relacionamento e conexão emocional com o consumidor.

Drebes enumerou os atributos positivos que dão valor ao atendimento presencial, pontuando o que o varejo tradicional precisa fazer para não ser substituído por marketplaces e até mesmo indústrias, na relação com o consumidor final. “A loja física não morreu, só está sendo mal utilizada. Os empreendedores precisam entender que a atenção é novo ativo dos negócios”, salientou.

Segundo ele, muitos negócios desconsideram as implicações de investir na migração para o atendimento virtual, como o aumento do custo de aquisição dos clientes por conta de gastos com comissões dos próprios marketplaces, mídia paga,  e cadastro de produtos. E nesses cenários, acabam deixando de lado as relações já construídas em suas próprias comunidades.

Para o especialista, físico e digital podem funcionar juntos. A solução passa pela construção de autoridade nos segmentos de atuação, com voz ativa junto aos consumidores, entendimento das principais dores e, claro, um relacionamento eficaz que não espera o cliente bater na porta e o traz do virtual para o presencial com estratégia. “Não é mais o cliente que vai até a loja e sim o contrário. Além disso, muitas empresas acham que precisam atrair novos interessados o tempo todo, quando às vezes acaba sendo muito mais barato vender para os clientes que já estão na base”, argumentou.

Drebes também falou sobre a importância da inteligência artificial para a estratégia de crescimento das empresas. “IA não é mais futuro, é sobrevivência. Se o consumidor pergunta algo à IA, o negócio precisa ter relevância para ser encontrado e, principalmente, considerado”, concluiu.

Pesquisa do Google revela que 85% dos brasileiros economizam tempo com IA no dia a dia 

No Palco Negócios, com o painel “A Era do Comércio Agêntico: O Google e a Nova Fronteira do Varejo”, Fernando Sá, executivo da empresa em novas tecnologias para Comércio & Pagamentos, abordou como o e-commerce atual está mudando.

A partir da visão do Google sobre o Comércio Agêntico, em que agentes de Inteligência Artificial (IA) não apenas sugerem, mas agem em nome do consumidor, na hora de comparar, negociar e comprar produtos, o palestrante trouxe como o comportamento de busca evoluiu para jornadas conversacionais e como as soluções de IA do Google já estão transformando a intenção em conversão imediata.

Com insights da pesquisa realizada pelo Google, “A Era do Comércio Agêntico”, Sá trouxe o dado de que 85% dos brasileiros já percebem uma economia real de tempo no seu dia a dia graças ao uso de tecnologias de Inteligência Artificial. “A IA mudou a forma de resolver os problemas”, afirmou Sá.

O estudo detalha que o uso de IA varia de acordo com a categoria do produto e a complexidade da compra, dividindo a relação do consumidor com a tecnologia em quatro modos principais de interação. No modo rotina, o foco está na automação de compras recorrentes. Já no modo curadoria, o sistema atua filtrando opções para encontrar o produto ideal. No modo assistente, a inteligência artificial oferece ajuda para traduzir especificações técnicas complexas em necessidades reais do comprador. No modo validador, ele pode trazer convicção e a certeza de que se está fazendo a escolha certa. “A supervisão humana ainda é uma exigência para atividades do dia a dia”, destacou Sá.

A pesquisa trouxe exemplos de três grandes pilares que os consumidores demonstram ao exigir controle sobre as ferramentas. O primeiro trata-se da eficiência dos mecanismos de buscas confiáveis. O seguinte é baseado na transparência radical por parte das empresas e algoritmos, com 30% de relevância. Por fim, 29% prezam pela presença de um botão de cancelar visível e acessível, garantindo autonomia total ao usuário. “A evolução do complexo agêntico trata-se da arquitetura da confiança. Exigimos controle sobre a IA para tomar a decisão certa.”, afirmou o executivo.

A Inteligência Artificial é vista apenas como assistente, focada na intenção e na busca. A virada de chave do mercado leva ela para uma IA Agêntica, focada na execução direta. O desafio das marcas se transforma em descobrir como ser encontrado pelo cliente e também em como ser o escolhido pelo agente de Inteligência Artificial, colocando o usuário no centro para tornar a informação acessível, gerar conexões diretas e hiperpersonalizadas, que tragam respostas diferentes para perfis diferentes.

Dentro dessa nova realidade está o Universal Commerce Protocol, o UCP, que permite apresentar informações de forma personalizada e contextualizada, acessar a disponibilidade de um produto em tempo real, identificar o consumidor com segurança e garantir o pagamento e a confirmação do pedido. A pesquisa aponta o Gemini como o ambiente ideal para essa convergência de etapas, permitindo que toda essa jornada, desde a descoberta inicial ao pagamento seguro, aconteça de maneira fluida dentro de um único chat e com uma única interação.

“O cabelo foi só a desculpa que achei pra me conectar com pessoas” declara Gue Oliveira 

Reconhecida por sua forte presença digital e por transformar histórias reais em conteúdo de alto impacto, Gue Oliveira, cabeleireira e empreendedora, subiu ao Palco Negócios com a palestra “Transformação que vira negócio. Como autoestima, experiência e comunidade constroem marcas de beleza”.

A influenciadora iniciou sua fala questionando o público sobre o entendimento de marca pessoal. “Você acredita que você é uma marca? Quando eu entendi que eu era uma marca eu passei a valorizar meu serviço”, ressaltou. Em 2025, Gue Oliveira faturou R$ 30 milhões e destacou que o resultado não veio apenas do trabalho como cabeleireira, mas da construção da sua imagem e conexão com o público. “Não foi fazendo cabelo, mas foi a cabeleireira”, declarou. Hoje, segundo ela, os atendimentos acontecem apenas de forma pontual e social, enquanto sua atuação se concentra na conexão com marcas que acreditam em seu trabalho e em sua trajetória.

Com mais de 15 milhões de seguidores nas redes sociais e conteúdos que já ultrapassaram milhões de visualizações, Gue Oliveira se consolidou como um dos principais nomes da creator economy no Brasil. Sua trajetória ganhou projeção a partir da criação da “transformação às cegas”, formato que viralizou ao unir emoção, estética e narrativa. De acordo com a influenciadora, foi a construção de um ecossistema em torno do seu trabalho que possibilitou esse crescimento.

Ao longo da palestra, Gue Oliveira reforçou a importância de estabelecer conexões genuínas com o público por meio das redes sociais e de conteúdos autênticos. “Vocês continuam me seguindo porque eu posto conteúdo real, de pessoas reais”, afirmou, ao defender uma comunicação mais humana em um cenário marcado pelo consumo acelerado de informações.

A influenciadora também destacou a importância de ouvir os clientes e compreender suas expectativas em relação aos negócios e às marcas. Para ela, esse processo permite gerar conexão com o público e identificar dores reais do mercado.

A FBV conta com o patrocínio ouro da SAP, patrocínio prata do Governo do Rio Grande do Sul, Governo do Brasil, Caixa e Sicredi e patrocínio bronze do Badesul, Banrisul e CDL. As inscrições para a feira seguem abertas e podem ser feitas pela plataforma Sympla.

Serviço:

12ª Feira Brasileira do Varejo (FBV)

Data: 20, 21 e 22 de maio de 2026

Local: Centro de Eventos FIERGS (Av. Assis Brasil, 8787 – Porto Alegre/RS)

Mais informações: Programação completa e todas as informações do evento em feirabrasileiradovarejo.com.br.