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Pesquisa do PPGBM da UFRGS sobre o papel da luz na nutrição de plantas é premiada em simpósio internacional no Japão

Prêmio Japão , crédito divulgação.

 

Estudo do mestrando Raul Simon Batista investiga como a percepção da luz controla a absorção de minerais no arroz e na Arabidopsis, abrindo caminhos para uma agricultura sustentável e mais produtiva

 

Uma pesquisa desenvolvida no Departamento de Botânica por um aluno do Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – PPGBM da UFRGS conquistou reconhecimento internacional durante o 22nd International Symposium on Iron Nutrition and Interactions in Plants (ISINIP2026), realizado em Kanazawa, no Japão, entre os dias 22 e 26 de junho de 2026. O trabalho, conduzido pelo mestrando Raul Simon Batista sob orientação dos professores Felipe dos Santos Maraschin e Felipe Klein Ricachenevsky, foi premiado entre os melhores pôsteres do evento.

O estudo, intitulado “Phenotypic and Ionomic Analyses of Light Signaling Mutants in Arabidopsis thaliana and Oryza sativa“, investiga a relação entre a percepção da luz e a homeostase de nutrientes minerais em duas espécies-modelo: a Arabidopsis thaliana e o arroz (Oryza sativa).

Além do prêmio de melhor pôster, o aluno e bolsista CAPES Raul Simon Batista foi contemplado com um auxílio financeiro concedido pela comissão organizadora do evento (Organizing Committee of the ISINIP2026). O auxílio foi concedido através de uma seleção competitiva voltada a pesquisadores em início de carreira oriundos de países do Sul Global, viabilizando sua participação presencial no simpósio.

A importância da pesquisa

Os mecanismos que as plantas utilizam para perceber variações de luz no ambiente vão além do processo de fotossíntese. A luz atua como um sinalizador sistêmico regulando, tanto nas folhas quanto nas raízes, a expressão e a atividade de transportadores de nutrientes vitais, como ferro, nitrogênio e fosfato. Entender como ocorre essa integração entre luz e nutrição mineral é um passo fundamental para a fisiologia vegetal contemporânea.

A pesquisa possibilita o desenvolvimento de plantas que demandem menor adubação química, reduzindo os custos de produção e a dependência de insumos químicos. Contribui para a diminuição da pegada de carbono da agricultura, otimiza o uso das áreas já cultivadas, reduz a pressão por desmatamento e evita o excesso de fertilizantes no solo auxiliando no combate à insegurança alimentar. O projeto de mestrado, iniciado em maio de 2025, tem previsão de conclusão para maio de 2027