
crédito Tiago Pereira
Programa de capacitação e preparação com acesso a capital é direcionado a todos os negócios que buscam a reconstrução do Estado e a promoção de um impacto socioambiental positivo; é a última semana de inscrições
A coordenadora de Programas no Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), Mariana Brunelli, abriu o painel “Impacta RS: última chamada para negócios com soluções socioambientais no RS” exatamente dando ênfase ao período de inscrições e à importância de os empreendedores aproveitarem a oportunidade. O evento ocorreu no final da tarde desta quarta-feira, primeiro dia do South Summit Brazil, no Cais Mauá, em Porto Alegre (RS). O Impacta RS 2026 – que recebe inscrições até 31 de março no site impactars.org – é um programa de capacitação e preparação com acesso a capital direcionado a todos os negócios visando a reconstrução do Estado e a promoção de um impacto socioambiental positivo.
Mariana – do ICE, organização responsável pela secretaria-executiva da Coalizão pelo Impacto – atuou como mediadora no bate-papo com Gabriella Azevedo, gerente executiva da Unidade de Desenvolvimento do Banrisul; Emily Bitencourt, diretora de Gestão da Inovação da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do RS; Manuela Fonseca, coordenadora executiva do Fundo Filantrópico RegeneraRS. Essas organizações são correalizadoras do Impacta RS tendo a aceleradora Ventiur como parceira técnica na execução.
Ao falar sobre a motivação do Banrisul em estruturar capital específico para negócios de impacto, Gabriella Azevedo destacou o viés multifacetado de informações que vão além do crédito. “No pano de fundo, temos como banco público a missão de impulsionar o desenvolvimento dos territórios. Ou seja, se temos desafios, precisamos endereçar soluções, por isso é necessário acesso a crédito. Além disso, temos know how porque já estamos acelerando editais e trazendo mentoria. Isso é bom para o banco e sua resiliência, e bons negócios de impacto são bons negócios antes de tudo”, defendeu a executiva.
Já do ponto de vista do Estado, Emily Bitencourt pontuou a necessidade de olhar além da inovação, direcionando a atenção para o todo. “São muitas camadas para fazer a roda girar. As comunidades precisam se empoderar de seu conhecimento e transformá-lo em negócios fortes, conscientes e prósperos”, afirmou a diretora de gestão da SICT.
Atualmente, quando se aborda o impacto no Rio Grande do Sul, é inevitável a referência à reconstrução e à regeneração por conta da inundação de 2024 e demais eventos climáticos extremos que provocam desafios socioeconômicos. Nesse contexto, Manuela Fonseca reiterou que o RegeneraRS nasceu com o propósito de apoiar a reconstruir e regenerar o Estado. “O governo já fez esse mapeamento, há uma realidade clara do que precisa ser resolvido primeiro no âmbito, por exemplo, da resiliência, da recuperação ambiental ou de soluções urbanas. Por isso, podem se inscrever negócios de todo o Brasil”, garantiu a coordenadora executiva do RegeneraRS.
Durante os três dias do South Summit, até a sexta-feira, 27, o time do Impacta RS estará no estande da Ventiur (Pavilhão Marketplace, nº 92), para conversar com empreendedores interessados em conhecer melhor o programa, que vai selecionar até 30 negócios com atuação no RS. O resultado final será divulgado até 30 de abril de 2026 no site oficial do programa e por e-mail aos selecionados.
Os negócios selecionados participarão de uma trilha formativa com duração de seis meses, entre maio e outubro de 2026, que combinará workshops coletivos on-line realizados mensalmente, mentorias individuais com carga de três horas por mês e dois encontros presenciais facultativos em Porto Alegre, promovendo uma jornada integrada de capacitação e preparação para o acesso ao capital.
A formação abordará temas como mapeamento de fontes de financiamento (incluindo linhas de crédito para inovação), gestão financeira e valuation, governança e compliance, estratégias de pitch, marketing para captação, além de simulações de captação e estruturação de projetos para investidores e instituições públicas e privadas.
Ao final do programa, cada negócio deverá apresentar um Projeto de Captação de Recursos estruturado, que poderá ser enviado, por exemplo, de forma opcional para a análise de crédito do Banrisul para acesso à linha Inovacred da Finep, operacionalizada pelo Banco.