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Empreendimento Z800 tem projeto concebido dentro dos preceitos da arquitetura sustentável

Crédito foto arquiteta Maria Eduarda Kopper: Arquivo pessoal/Divulgação

 

Com o verde no DNA, construtora AMX Property completou dez anos em 2020 e entrega seu segundo empreendimento residencial com conceitos green, porém seus sócios possuem mais de duas décadas de experiência em gestão e execução de obras no RS  

 

Idealizado em cima do conceito de bosque vertical urbano, nasce o Z800, empreendimento residencial da construtora gaúcha AMX Property, que leva a assinatura da arquiteta Duda Kopper, acreditada, desde 2008, com o Leed Green Associate – reconhecimento que busca incentivar e acelerar a adoção de práticas de construção sustentável. Localizado na rua Tito Lívio Zambecari, 800, no bairro Mont´Serrat, em Porto Alegre, o prédio contará com características genuínas da cartilha dos edifícios verdes, ideologia que rege o Green Building, e que significa pensar em um projeto mais amigável à comunidade, em todas suas etapas.

Living Impar, Crédito foto arquiteta Maria Eduarda Kopper: Arquivo pessoal/Divulgação

Assim, não será utilizada escavação profunda, somente a fundação, com a obra partindo do nível da rua. Serão preconizados iluminação natural e ventilação também natural e cruzada dos ambientes, não existindo banheiros enclausurados, pois todos terão janela para fora. Além da introdução da técnica do design biofílico, que vem para reconectar os seres humanos a elementos da natureza, mesmo em espaços pequenos, no meio urbano. O empreendimento vai dispor ainda de 130m2 de telhado verde, totalmente coberto por plantas naturais nativas, como o boldo, camomila e outras ervas medicinais; floreiras e pilares revestidos com samambaias.

Fachada,Crédito foto arquiteta Maria Eduarda Kopper: Arquivo pessoal/Divulgação

 

A seguir, saiba um pouco mais sobre os conceitos sustentáveis, a partir de um bate papo que tivemos com a arquiteta Duda Kopper, que está à frente do projeto arquitetônico do Z800.

Como qualificar um projeto para que se encaixe na “arquitetura sustentável”?

Com conceitos alinhados de respeito ao meio ambiente e entorno:

– Evitar escavações profundas que desequilibram o subsolo natural. Assim, teremos a qualificação do ar na edificação e imediações, garantindo ventilação natural e agregando vegetação ao entorno imediato.

 – Priorizar iluminação natural com o uso de grandes janelas, o que possibilita economizar recursos naturais.

– Utilizar materiais de longa duração e baixa manutenção, que propiciam redução no consumo de energia elétrica.

– Diminuição do efeito “ilha de calor no meio urbano”, optando pela adoção de telhados verdes, ou seja, revestidos com vegetação, ou o uso de cores claras para sua cobertura.

– Respeito aos limites da infraestrutura urbana disponível. A iniciativa garante uma taxa de permeabilidade natural ao terreno, adotando, por exemplo, tanques de contenção de água pluvial).

– Elaboração de um projeto consciente da longevidade do prédio construído e do papel de sua presença no meio urbano e na vida das pessoas.

Quais benefícios na relação direta à rotina do usuário ao alinhar-se arquitetura e sustentabilidade?

– Respeito ao equilíbrio do ritmo circadiano;

– Melhora na qualidade de sono, saúde e bem-estar das pessoas;

– Menor propensão a desenvolver doenças respiratórias e depressão;

– Maior produtividade e performance cognitiva;

– Incentivo para hábitos mais saudáveis.

E o ritmo circadiano humano, o que é e onde entra na arquitetura sustentável?

É o que o relógio biológico das pessoas vive em um dia. Está ligado à questão de que quando os indivíduos habitam um ambiente que os proporciona conexão com a natureza, como iluminação natural, o seu relógio biológico funciona de acordo com os horários do dia. Ou seja, propicia um sono de maior qualidade quando a luz natural cessa, possibilitando também um dia mais produtivo, quando a luz natural ingressa no céu. 

Como explicar o design biofílico e como a técnica se insere no projeto do Z800?

Bio= vida e Filia= amor. Design biofílico é um conjunto de técnicas de projeto que buscam reconectar o homem à natureza, através do uso de recursos e ferramentas na arquitetura. Podemos citar como exemplos a utilização de vegetação ao alcance das mãos e do olhar; bem como nos acabamentos a adoção de pedras naturais e madeira e ou materiais que reproduzam o efeito de ambos.

Acho importante destacar que a OMS (Organização Mundial da Saúde), por meio de inúmeros estudos em diversos países do mundo, já tem conhecimento que o ser humano é bem mais produtivo e possui melhor qualidade de saúde, quando habita ou trabalha em ambientes que se sinta conectado com a natureza. Por isso, tudo o que foi projetado para o Z800 tem a ver com o uso do design biofílico, que é o resgate a essa ligação com recursos e processos próprios da natureza.

Hall, Crédito foto arquiteta Maria Eduarda Kopper: Arquivo pessoal/Divulgação

 

Sobre o Z800

Com VGV de R$ 30 milhões, o prédio contará com 16 apartamentos, dois por andar, com esquadrias que vão do piso ao teto; três suítes, churrasqueira, área de serviço com banheiro auxiliar, lavabo e duas ou três vagas de garagem, com tamanho médio de 125 m². Também há unidades Garden, com dimensões de 168 m² e 218 m² e três suítes. De uso comum, a área nobre na cobertura terá terraço com piscina, espaço gourmet com churrasqueira e cozinha auxiliar, espaço kids, lounge externo com lareira e lavabo em todas as peças. Na parte social, também estão previstos bicicletário, com sistema de bike-sharing (compartilhamento de bicicletas), espaço fitness, e central de coletas e entregas – equipada com refrigeradores para armazenagem de produtos. 

 

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